NVIDIA Vera Rubin

A próxima geração chega sem opção de refrigeração a ar.

A plataforma que sucede a geração Blackwell muda a escala do que uma instituição consegue rodar dentro de casa, e muda também o que a sala precisa oferecer.

O que é

Uma GPU chamada Rubin e uma CPU chamada Vera.

A plataforma leva o nome da astrônoma Vera Rubin, que reuniu a evidência observacional da matéria escura. Ela combina uma GPU nova, uma CPU ARM própria e uma nova geração de interconexão, projetadas como um sistema único.

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de memória HBM4 por GPU, contra 141 GB na geração H200

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de desempenho em precisão FP4 por GPU

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núcleos ARM na CPU Vera, com 176 threads

Especificações divulgadas publicamente pela NVIDIA. Confirmar disponibilidade e configuração antes de qualquer proposta.

O que muda na prática

Memória deixa de ser o gargalo.

Em boa parte das cargas científicas, o limite não é capacidade de cálculo e sim quanto dado a GPU consegue manter por perto. Com 288 GB por GPU e largura de banda muito superior à geração anterior, modelos e blocos de imagem que antes precisavam ser fatiados passam a caber inteiros.

Para imagem hiperespectral, dinâmica molecular e modelos de linguagem grandes, isso significa menos divisão de trabalho, menos perda de contexto nas bordas e menos tempo movendo dado.

A arquitetura

Um rack que se comporta como uma máquina só.

GPU Rubin

Fabricada em processo de 3 nanômetros, com dois blocos de cálculo por encapsulamento e memória HBM4 em oito pilhas.

CPU Vera

Projeto ARM próprio da NVIDIA, sucessor da Grace, com 88 núcleos e 176 threads voltados a alimentar as GPUs sem virar gargalo.

NVLink 6

Sexta geração da interconexão, com 3,6 TB/s por GPU. É o que permite o rack inteiro operar como uma unidade coerente de cálculo.

O ponto que muda o projeto da sala

Não existe configuração refrigerada a ar.

O consumo por GPU passa de 1.800 W, contra cerca de 1.000 W na geração anterior. Nessa faixa, refrigeração líquida deixa de ser escolha de eficiência e vira requisito de funcionamento.

Na prática, quem planeja comprar Rubin precisa planejar a sala junto: distribuição de líquido, capacidade elétrica, rejeição de calor e redundância. É a decisão que costuma atrasar projeto quando fica para depois.

Como tratamos isso

Acompanhamos o roteiro, mas dimensionamos pelo seu problema.

Geração nova não é automaticamente a resposta certa. Para muitos grupos, a plataforma anterior entrega mais capacidade útil pelo mesmo orçamento, e sem exigir obra na sala. Para outros, esperar significa comprar duas vezes.

Fazemos essa conta com você, considerando as aplicações que a equipe roda, o cronograma do recurso e o que a instalação suporta hoje.

Dimensionamento por carga realTrajetória de expansão Janela de compraCapacidade elétricaRefrigeração Enquadramento na Lei 8.010/90

Vale esperar a próxima geração?

Depende do seu cronograma, da sua sala e do que a sua equipe roda. É uma conversa de trinta minutos.